'Estávamos chapados tocando. A gente nunca aprendeu a tocar do jeito certo', diz vocalista do Urge Overkill, sobre tema do filme de Tarantino. Série 'Quando eu hitei' tem artistas que sumiram.
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| Foto: Reprodução/ Capa do disco |
Em 1994, o Urge Overkill achou que havia chegado ao auge. A banda americana de rock alternativo tinha quatro discos e saiu em turnê com o Nirvana. Mas eles não sabiam que iriam emplacar uma música na trilha de um filme dirigido por Quentin Tarantino. A cena com Uma Thurman e John Travolta dançando em "Pulp Fiction" mudou a vida deles.
O primeiro a gravar "Girl you’ll be a woman soon", no entanto, foi Neil Diamond, em 1967. O cantor americano vendeu mais de 100 milhões de discos e teve dez hits no topo da parada da revista "Billboard". A estranha balada sobre uma garota-mulher não foi um deles.
"Era uma música absolutamente desconhecida. A gente ouviu e pensou 'Que porra é essa?'", conta o vocalista Nash Kato ao g1 (veja entrevista acima).
Na série "Quando eu hitei", artistas do pop relembram como foi o auge e contam como estão agora. São nomes que você talvez não se lembre, mas quando ouve a música pensa “aaaah, isso tocou muito”. Leia mais textos da série e veja vídeos ao final desta reportagem.
O Urge Overkill foi formado em 1986 em Chicago, tendo como núcleo base Nash e o guitarrista Eddie "King" Roeser, remanescentes da banda, que segue lançando discos. Eles e os outros caras do grupo moravam juntos e frequentavam brechós locais em busca de looks para fotos, shows e clipes.
"São corredores e corredores de roupas, móveis e outros enfeites", lembra Kato. "Era daí que nossos primeiros ternos vieram, direto do brechó, e nós pegamos um monte de vinis. Os discos custavam uns 10 centavos."
Foi de um desses vinis que saiu "Girl you’ll be a woman soon". "A gente estava sentado ouvindo uma coletânea de gravações do início da carreira do Neil Diamond na gravadora Bang, antes de ele ser da RCA."
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Na falta de mais uma música para completar um EP, resolveram tocar a tal canção estranha do disco comprado no brechó. "Qualquer banda vai dizer para você: 'Na dúvida, vai lá e pega uma cover interessante e faça que ela seja sua'. Foi o que fizemos", resume Nash.
g1.globo







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