O ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, lançou uma declaração impactante nesta quinta-feira (23), afirmando que os bombardeios em Gaza persistirão por pelo menos mais dois meses, mesmo após a trégua para a libertação de reféns. A expectativa é que o primeiro grupo de reféns seja libertado hoje.
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| Foto: Divulgação |
O porta-voz do Exército de Israel, Daniel Hagari, acrescentou que o controle da metade norte da Faixa de Gaza marca apenas o término da primeira fase da guerra contra o Hamas. "Estamos nos preparando para as próximas etapas. Nos próximos dias, concentraremos nossos esforços no planejamento e no cumprimento das próximas fases da guerra", afirmou Hagari, evidenciando a perspectiva de uma prolongada campanha militar.
Mesmo sob pressão internacional, o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, enfatizou que a trégua não representa o fim da guerra. Comprometendo-se a continuar a ofensiva até atingir o objetivo de acabar com o Hamas, Netanyahu destaca a determinação de Israel em garantir a segurança de seus cidadãos.
Libertação de Reféns e Desafios Diplomáticos
Autoridades dos Estados Unidos e Israel confirmaram que a libertação de reféns, vinculada a uma trégua temporária, deve ser implementada hoje. Embora esperado inicialmente para ontem, alguns detalhes atrasaram o processo, conforme admitido por ambas as partes.
Apesar da cautela do governo israelense em falar do acordo, a expectativa é de que o Hamas liberte pelo menos 50 dos 240 reféns mantidos desde 7 de outubro. Em contrapartida, Israel libertará 150 prisioneiros palestinos e permitirá a entrada em Gaza de até 300 caminhões carregados de ajuda humanitária.
A mediação do Catar, em conjunto com os Estados Unidos e o Egito, desempenhou um papel crucial nas negociações. O primeiro grupo de libertados incluirá 13 mulheres e crianças, conforme anunciado pela chancelaria do Catar.
Apesar do alívio para os parentes dos reféns e dos civis palestinos sob constante bombardeio, o acordo trouxe desafios internos para Netanyahu, que enfrentou uma revolta em sua coalizão de governo devido a concessões consideradas "imorais" por alguns ministros extremistas. A repercussão da guerra também afetou a popularidade do presidente dos EUA, Joe Biden, com jovens democratas expressando desaprovação à abordagem americana no conflito.
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