Neste domingo, os venezuelanos foram às urnas em um referendo convocado pelo governo do presidente Nicolás Maduro, buscando reivindicar a soberania sobre uma extensa região da vizinha Guiana. A votação teve início às 6h locais (7h em Brasília) e estava inicialmente programada para encerrar às 18h (19h em Brasília), mas foi prorrogada até as 20h (21h em Brasília).
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| Foto: Leonardo Fernandez Viloria |
Até as 15h (16h em Brasília), três horas antes do encerramento previsto, menos de 12% dos eleitores haviam votado em três locais diferentes de Caracas, conforme relatado pelos coordenadores dos centros de votação à Agência Efe. Apesar disso, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) assegurou que os 15.857 centros habilitados permaneceriam operacionais, incentivando os venezuelanos a continuarem participando da consulta.
Willy Morales, um jovem de 29 anos entrevistado pela Efe, optou por se abster de participar, expressando desinteresse e ceticismo quanto aos benefícios reais para a população, independentemente do resultado.
O presidente do CNE, Elvis Amoroso, anunciou que fará um balanço imediato do processo após o encerramento da prorrogação, embora os resultados devam ser divulgados em horas posteriores.
Do lado da fronteira, milhares de guianenses demonstraram seu apego à região formando correntes humanas chamadas de "círculos de união". Vestindo camisetas com mensagens como "Essequibo pertence à Guiana" e agitando bandeiras do país, os guianenses expressaram seu posicionamento em relação ao território disputado.
O referendo, não vinculante, abordou cinco perguntas, incluindo a rejeição do limite de 1899 e o apoio ao acordo de 1966 como o único instrumento legal válido para resolver a disputa. A consulta visa criar uma província venezuelana chamada "Guiana Esequiba" e conceder nacionalidade aos seus habitantes.
A disputa pelo território de 160 mil quilômetros quadrados, administrado atualmente pela Guiana, não envolve a autodeterminação, pois os 125 mil habitantes da região não participam da votação. A Venezuela busca fortalecer sua credibilidade e reivindicar a demanda, argumentando que o rio Esequibo é a fronteira natural, baseando-se no Acordo de Genebra de 1966. A região tornou-se objeto de maior atenção desde a descoberta de petróleo em águas em disputa pela ExxonMobil em 2015.
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