Nesta quarta-feira (10), as principais gangues equatorianas intensificaram seu desafio ao Estado, apesar das medidas declaradas pelo presidente Daniel Noboa. Em resposta a uma nova onda de atentados e assassinatos, Peru e Colômbia reforçaram suas fronteiras com o Equador para evitar a fuga de criminosos.
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| Foto: Reprodução |
Em meio ao caos, os equatorianos viveram um dia de terror, o primeiro sob o decreto de "conflito armado interno" emitido por Noboa na terça-feira (9). Escolas fecharam, as ruas ficaram vazias e o comércio parou. Explosões, atentados e ataques resultaram em 14 mortos, com 329 criminosos presos em todo o país.
Apesar do reforço na segurança, gangues continuam desafiando as autoridades, invadindo universidades, hospitais e mantendo agentes penitenciários reféns. O presidente Noboa, que já havia decretado estado de exceção com toque de recolher, escalou o confronto ao declarar 22 gangues como organizações terroristas, mobilizando o Exército contra o crime organizado.
Noboa também anunciou a intenção de deportar todos os detentos estrangeiros em prisões equatorianas, alegando que isso reduzirá a pressão nas penitenciárias e os gastos do Estado. Colombianos, peruanos e venezuelanos compõem 90% da população carcerária do Equador. O presidente afirmou: "Estamos em estado de guerra e não podemos ceder aos terroristas."
A oferta de ajuda da Colômbia foi aceita por Noboa, que prometeu enviar os cerca de 1,5 mil colombianos presos no Equador para a fronteira. Contudo, a medida pode ter impacto limitado, considerando a superlotação nas prisões equatorianas.
Além da violência, o Equador enfrenta desafios estruturais, como a geografia vulnerável e a fragilidade das instituições. As gangues equatorianas atuam como organizações subcontratadas pelos cartéis mexicanos, movimentando drogas entre Colômbia e Peru. A situação pré-falimentar das instituições equatorianas e a corrupção nas forças policiais contribuem para o cenário de violência.
Diante desse contexto, a resposta coordenada entre os países vizinhos e medidas efetivas para fortalecer as instituições são cruciais para conter a escalada da violência no Equador."
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