O governo da Coreia do Sul está avaliando a possibilidade de fornecer armas à Ucrânia após o acordo de segurança entre a Rússia e a Coreia do Norte, assinado na quarta-feira. O pacto estabelece garantia de defesa mútua em caso de guerra, o que pode ter consequências negativas nas relações entre Seul e Moscou.
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| Foto: Divulgação |
O gabinete do presidente sul-coreano, Yoon Suk-yeol, condenou o acordo e alertou que terá consequências negativas nas relações entre os dois países. "É absurdo que duas partes com um histórico de guerras de invasão, a Guerra da Coreia e a guerra na Ucrânia agora prometam cooperação militar mútua com base na premissa de um ataque preventivo por parte da comunidade internacional que nunca acontecerá", disse o gabinete.
Segundo observadores, o acordo é a aproximação mais relevante entre os dois países desde o fim da Guerra Fria e reabre a discussão sobre a possibilidade de Seul fornecer armas à Ucrânia. No entanto, a Coreia do Sul tem sido reticente a fornecer armas a países envolvidos em conflitos ativos.
A medida tem sido vista como um passo adiante para uma política mais agressiva da Coreia do Norte, que tem estado se aproximando cada vez mais da Rússia nos últimos anos. O líder norte-coreano, Kim Jong-un, havia prometido total apoio à guerra da Rússia na Ucrânia antes de se reunir com Putin.
Analistas políticos dizem que o acordo pode elevar as tensões entre a Coreia do Sul e a Rússia ao ponto limite, levando Seul a considerar cortar ou suspender os laços diplomáticos com Moscou ou expulsar o seu embaixador.
"Agora, eliminada qualquer ambiguidade da parceria da Rússia com a Coreia do Norte, como reage Seul? Existe um ponto em que decida cortar ou suspender os laços diplomáticos com a Rússia ou expulsar o seu embaixador? Chegamos lá?", disse Jenny Town, pesquisadora sênior do Stimson Center.
O acordo também tem sido visto como um golpe para as relações entre a Coreia do Sul e os EUA, que têm sido aliados estratégicos desde a Guerra Fria. A questão agora é se os EUA continuarão a apoiar a Coreia do Sul em seu esforço para fortalecer as relações com o mundo ocidental.
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