O Ministério Público de Mato Grosso do Sul, por meio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e do Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção), deflagrou nesta quinta-feira (5) a quarta fase da Operação Tromper, que marca uma nova etapa da investigação sobre um esquema de corrupção envolvendo contratos públicos da Prefeitura de Sidrolândia, durante a gestão da ex-prefeita Vanda Camilo (PP).
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| Foto: Arquivo |
Segundo o Ministério Público, mais de 20 pessoas ligadas à antiga administração municipal estão entre os alvos, incluindo ex-secretários, servidores comissionados e empresários. A investigação aponta para um sofisticado esquema de fraudes em processos licitatórios, superfaturamento de contratos e posterior pagamento de propina. Há também indícios de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.
Entre os alvos confirmados nesta nova fase estão:
Cláudio Jordão de Almeida Serra Filho (Claudinho Serra) – ex-vereador de Campo Grande, apontado como principal articulador do esquema;
Mariana Camilo Serra – esposa de Claudinho Serra;
Arielle Sousa – ex-secretária de Esportes e esposa do vereador Cledinaldo Cotócio;
Luiz Carlos Alves – ex-secretário de Saúde;
Jonas Kachorroski – engenheiro e ex-chefe do setor de planejamento urbano (Deplan);
Ivanir Rosane Dischkaln Areco, a "Baixinha" – diretora de Planejamento;
Cezar Pereira de Queiroz – conselheiro tutelar empossado para o mandato 2024–2028;
Barbara Fabricio Liçarassa – ex-chefe de Compras e Licitações da Saúde;
Janderson Coimbra – servidor da antiga gestão;
Marcus Vinícius Rossentini de Andrade Costa – ex-chefe da Licitação;
Thiago Rodrigues Alves – empresário (CGAR);
Edmilson Rosa (Rosinha) – empresário da AR Pavimentação e Sinalização Ltda;
Carmo Name Júnior (Carminho) – ex-motorista de Claudinho Serra;
Cleiton Nonato Corrêa – empresário da GC Obras de Pavimentação.
Outros nomes citados na investigação incluem: Vilma Cruz, Douglas, Willian Guimarães, Godofredo G. Lopes, Lidiane Cunha, Sandra Aparecida, Jéssica Lemes Barbosa, Paulo Gonçalves e Jarhad Carmo.
De acordo com o MPMS, mesmo após as fases anteriores da Tromper, o grupo teria mantido o esquema ativo, organizando licitações fraudulentas com empresas previamente escolhidas, com o objetivo de direcionar os contratos e desviar recursos públicos para pagamento de propina e enriquecimento ilícito.
A apuração aponta que os contratos investigados nesta fase somam cerca de R$ 20 milhões, especialmente relacionados ao setor de obras públicas e pavimentação urbana.
O Ministério Público deve divulgar nas próximas horas mais detalhes sobre os presos e o material apreendido. A reportagem segue acompanhando os desdobramentos desta nova fase da operação.
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